A ocitocina, hormônio com efeitos bastante conhecidos, estritamente relacionado com o sentimento de amor, com a empatia (capacidade psicológica para sentir o que sente uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela) e, consequentemente, com a moral.

Pode ser considerada como uma chave para a felicidade do ser humano. Liberada quando praticamos esportes, dançamos, damos um abraço em alguém, fazemos sexo, amamos, amamentamos ou parimos naturalmente.

Estudos mais recentes publicados pela revista Jornal of Neuroscience indicam que esse hormônio é fundamental para manter a fidelidade e a vida longa dos relacionamentos, e também está sendo relacionado com a prosperidade, ao sucesso e a realização pessoal, pessoas que produzem largas doses de ocitocina são mais felizes, alcançam seus objetivos e se sentem realizadas em valores a cima da média.

O que é a ocitocina?

Esse hormônio é produzido no hipotálamo, é absolutamente necessário durante o parto e a amamentação, e também está diretamente ligado à criação de laços sociais (família, casal e amizades sinceras) e no aumento da confiança entre os indivíduos.

Paul Zack é um dos médicos pesquisadores entusiasta dessa substância nos Estados Unidos. Entre as suas conclusões, algumas são bastante polêmicas.

ocitocina-dentro

Uma delas é de que mulheres e homens seriam mais generosos e confiáveis devido a maior presença da ocitocina no organismo.

Paul Zak também faz uma relação direta entre os níveis de hormônio no organismo com a prosperidade das nações. Quanto mais ocitocina, mais confiança entre as pessoas e mais interações econômicas.

Em psicopatas e detentos de uma prisão de segurança máxima notou-se uma diminuição de 30 a 40 % dos receptores da ocitocina.
A molécula da Ocitocina age em conjunto com a produção de outros dois hormônios: a dopamina e a serotonina. Ou seja, o efeito se dá em ciclo: quanto mais ocitocina produzimos, mais ficamos com vontade de realizar ações que incentivam a sua produção por causa dos efeitos e das sensações que elas causam.

Se algumas atitudes e situações estimulam a produção de ocitocina, por outro lado o estresse a diminui. Isso acontece porque quando nos vemos em disputa, com dificuldades ou em situações de risco o instinto de sobrevivência fala mais alto, hormônios do stress entram em ação (testosterona, adrenalina, noradrenalina e cortisol) e aí deixamos de nos importar tanto com o outro. A alta e constante produção de testosterona pelo homem também é um fator que dificulta experenciar os efeitos em potencial da ocitocina em níveis semelhantes ao de uma mulher. Mas é possível.

O que isso tem a ver com tantra?

As práticas tântricas são poderosas impulsionadoras da produção destes hormônios em nosso corpo, aliás, do ponto de vista biológico este é o objetivo destas práticas, a partir da intimidade e do conhecimento do próprio corpo, encontrar caminhos que possibilitem o acesso a poderosa indústria química que existe dentro do nosso corpo e tem todo o potencial de nos dar suporte para uma vida mais expressiva e mais distante dos balcões das farmácias. Ocitocina, Serotonina, Endorfina e Dopamina são alguns dos hormônios relacionado ao bem-estar e a saúde que são ativados com essas práticas.

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