Apresentação

IntimidadeConsciente.com é onde expressamos nossas idéias, falamos daquilo que verdadeiramente importa pra nós e divulgamos o nosso trabalho e daqueles que valorizamos de forma especial.
O nosso trabalho está apoiado em três pilares: o Tantra, contextualizado e falado em linguagem atual, a Gestalt Terapia de Claudio Naranjo e uma Caminhada Espiritual que combina a vivência com expansores de consciência e a convivência em comunidades espiritualistas. Estas fontes, onde bebem nossas raízes, nutrem este trabalho que integra sexualidade, atitude e espiritualidade em equilíbrio, revelando, pela tríade dos caminhos percorridos nos últimos 14 anos, uma visão de mundo que, ainda semente, já guardava semelhança com o pensamento de Claudio Naranjo sobre os três amores.

Em busca da natureza íntima do amor, Naranjo reconhece três manifestações da experiência amorosa – Eros, o amor erótico; Ágape, o amor maternal e Philos, o amor admirativo – e ensina que o amor saudável e pleno não é apenas um, mas germina no equilíbrio dessas três experiências.

Eros é o amor carnal, o desejo vivido com o cérebro instintivo de nossa parte animal, o amor criança no sentido de ser desprovido de razão. O amor zeloso é Ágape. É o amor que alimenta, que cuida, que doa: o amor mãe, semelhante ao dos mamíferos, que também contam com o cérebro límbico, regulador das emoções. E transcendendo o amor voraz em receber e o incansável no doar, há o que se nutre do reconhecimento de si em outros olhos: Philos, o amor admirativo, amor que sentimos tanto por um amigo, quanto por uma causa, e que nos faz reconhecer Deus no Outro e impulsionar projetos de vida. Philos é o amor de seres humanos, dotados de neocórtex.

E o que isso tem a ver com Tantra?

Consideramos o Tantra um trabalho profundo de expansão da consciência e cura amorosa. E se é de amor que tratamos, é preciso reconhecer que o amor nosso de cada dia está envolto em muitos enganos. O que chamamos de amor não é bem amor, ou melhor, não é amor saudável. Um amor benevolente pode ser fruto da culpa ou do dever religioso, assim como o amor erótico pode mascarar o desejo de controle, sendo mobilizado não por instinto sexual saudável, mas pelas necessidades neuróticas que evitam a solidão.

Uma pessoa pode ter a imensa facilidade em alcançar múltiplos orgasmos convivendo com uma barreira quase intransponível de entrega emocional a um parceiro. Ou viver em busca de um amor romântico ao ponto de não se interessar por nada transpessoal que a eleve: uma obra de arte, um encontro ou um conhecimento. Da mesma forma, pode estar completamente devotada a Deus pela dificuldade de amar alguém em carne, osso e líquidos.

Essas pessoas somos nós, ensinadas a amar pela metade. E essas são relações amorosas muito comuns que, ao contrário do que pensamos, nos afastam do Amor.

Chegando a uma experiência alta …

Qualquer pessoa pode viver uma experiência de abertura e de contato com o Sagrado, considerando as práticas tântricas como liberadoras de rios de energia e consequente distensão da mente. Por isso, nossa atenção está voltada não só à integração da experiência mística ao cotidiano, como também ao suporte necessário para o acesso aos territórios místicos.

Esse trabalho tem a preocupação de inspirar uma ritualística íntima e particular a cada um, que funcione como chave de acesso a um estado diferenciado de percepção no dia a dia e facilite o encontro com o outro, consigo e com o Mistério, à maneira dos três amores de Naranjo e que, claramente está ligado à máxima do ensinamento cristão que diz “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.”

Não estamos interessados só em sexo, mas em amor.

“O sexo, quando é transformado, se torna amor. E o amor, quando é transformado, se torna oração. E é a oração, em sua transformação final, que se torna Deus.” (Osho)

Em nosso trabalho, a terapêutica tântrica está a serviço da compreensão dos processos neuróticos que impedem o fluxo do amor, seja ele entre um casal, entre um filho e sua mãe, ou por um projeto de vida, manifestando-se como falta de vitalidade e de realização.

Assim, interessa-nos a prática tântrica como ferramenta de contato com a sabedoria do instinto, tão demonizado em nós, e de trabalho sobre os condicionamentos castradores. Ao mesmo tempo, é preciso cuidar e qualificar a experiência orgástica, para que seu potencial não seja desperdiçado como uma simples descarga de tensões e para que ela reverbere em verdadeira expansão, de qualidade tão diferente da fuga.

A fuga da realidade só reforça os mecanismos neuróticos de não enfrentamento, enquanto que a expansão da consciência naturalmente nos alarga, elevando-nos ao Divino.

Nós só transmitimos aquilo que vivemos!

Nosso trabalho tem um cuidado e atenção especial aos relacionamentos entre casais, mas todos os conteúdos e práticas e terapêuticas podem ser aplicadas a solteiros que estão nessa mesma busca: Expressar sua potência em totalidade na vida.